quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mudança, doce mudança



Como já devem ter reparado em diversos textos meus, sou um adorador da mudança. Acho que ela é importante para nos mantermos sanos. Está provado cientificamente que se quando vamos a algum lado, optarmos por um itinerário diferente, estamos a desenvolver o cérebro. Porque se fizermos sempre o mesmo, estamos a programar-nos como robôs... Supunhamos que eu comia todos os dias sopa de espinafre, massa com pito cozido e uma docinha mousse de chocolate. Passado algum tempo, toda esta comida que outrora era tão boazinha, ficava sem sabor... Um prato medíocrezinho...

É nestas alturas que a mudança é mais importante. Imaginemos que comíamos um cozido à portuguesa, um arroz de marisco e uma salada de fruta... Seria um manjar de deuses! Porque quanto mais radical a mudança mais doce ela é. Se acham que isto é baseado apenas em suposições, garanto-vos que tive experiências várias que mo comprovaram. Por exemplo, sempre que jantava fora, que não era muitas vezes, bebia qualquer coisa. Normalmente bebia Cola, mas porque não sabia se era fabricada em Portugal decidi experimentar outra, a 7Up, que existe em formato MiP e formato MiEstrangeiro. Que explosão de sabor, que delícia com toques de limão! Comecei a beber 7Up, decidi trocar. Experimentei Ice Tea Pêssego: que delícia! Continuei a optar por este, e também começou a perder a graça. Aqui há tempos pedi uma Cola: ui! que fantástico sabor... (e já comprovei o mesmo com cereais de pequeno almoço).

Se na alimentação isto é tão linear, na vida já o não é tanto. Mas gosto de mudar, criar rotinas, para depois as substituir por outras. Ontem olhei para a minha vida por alto (e por baixo também): que miseravelzinha que a minha vida está... Sempre a mesma previsibilidade, sempre a mesma sensação de seco na garganta! Decidi renová-la completamente, coisas que há muito que quero fazer, mas que por algum motivo ou por outro, não fiz. Acredito que se levarmos uma vida sempre igual, acabamos por nos ver num beco sem saída, em que todas as decisões estão tomadas, onde só nos resta assistir ao que decidimos no passado.

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