domingo, 30 de janeiro de 2011

a efemeridade das pequenas eternidades

não existe nada mais breve que os momentos que ficam para sempre. um sorriso, um cumprimento, um toque, um nome, um olá. tudo isso não se esquece nunca. uma expressão facial, uma música, um sentimento, um filme, um concerto, um livro. são coisas que tão depressa começam, como depois teimam em não desaparecer nunca. em oposição temos as demoradas filas de trânsito, as longas horas de trabalho, os complexos processos burocráticos, que, uma vez terminados, desaparecem num instante, apagados da memória de longa duração que dirige o homem ao céu ou ao fundo da terra, conforme pecou muito ou não, ou conforme tem mais que fazer do que acreditar em seres superiores. a memória é selectiva. por vezes tortuosamente selectiva. creio que nunca deixarei de dizer aquele nome, mesmo na ausência da sua legítima proprietária.

3 comentários:

hoppipolla disse...

:)


mexer na tua barba é um momento eterno, piqueno.

joao amorim disse...

ainda bem.. porque agora vais ter de esperar pelo menos muito tempo...

hoppipolla disse...

bah!