domingo, 2 de agosto de 2009

AMIZADES e amizades



Nos últimos tempos, tenho-me deparado com vários acontecimentos de várias naturezas, que me fizeram reflectir sobre a amizade.

Quantas serão as pessoas, senão formos todos nós, que contam aquilo que dão e aquilo que recebem? É que deparei-me com uma questão destas recentemente, e fiquei muito abalado. Detesto que me acusem de ser mau amigo, ou má pessoa, mesmo que tenham razão, mas neste caso estou certo de que não a têm. Mas foi quando soube que essa pessoa enunciou aquilo que por mim fez, e que eu não retribui, que fiquei algo chocado. Não vou contar pormenores, porque se trata de algo extremamente pessoal, e que nem só a mim me diz respeito. Posso apenas garantir-vos que essa pessoa não tem razão, e de que este assunto não é assim tão grave, por si só.

É grave sim que as pessoas sejam máquinas registadoras, que contam o que entram e o que sai. E não é só essa pessoa, porque todos nós, em determinadas situações, vamos buscar o mais recôndito acontecimento que nos foi prejudicial. É algo natural e humano, mas ainda assim muito incorrecto! Quando se dá algo, deve-se dar sem pensar em mais nada, especialmente favores futuros que se possam exigir em nome do que se deu outrora. Isto é especialmente grave quando a amizade é descurada, as pessoas se desinteressam pelas outras, mas ainda assim estão quando lhes convém exigir. Acho isto triste e deplorável.

É por isso que se devem sempre distinguir as amizades que são mantidas a todo o custo, em que se fazem sacrifícios, sem se exigir sacrifícios em troca, mas que ainda assim serão feitos. Amizades que não existem apenas em datas importantes, ou momentos especiais, mas sim todos os dias. Amizades que sejam mesmo amizades, e não um jogo de interesses, ainda que inconsciente.

A estas amizades dedico a seguinte música dos RHCP, com Dave Navarro como guitarrista

2 comentários:

Austeriana disse...

Para mim, amizade que se baseia na troca não é amizade: é comércio!

Anónimo disse...

é pah, tu tens razao mas, por vezes, as pessoas sentem-se subvalorizadas e isso magoa-as muito. como resposta, apontam-nos as falhas. é errado mas é humano. infelismente errar será sempre humano