domingo, 16 de agosto de 2009

Machismo disfarçado



Esta é uma opinião que eu tenho há algum tempo, desde que se começou a pensar na lei das mulheres na política, ou qualquer coisa do género,e decidi partilhá-la.

Segundo esta lei, deve existir um número mínimo de mulheres em qualquer tipo de organismo. Muita gente pode ver nisto uma gentileza enorme da parte dos políticos masculinos, que finalmente aceitaram a igualdade de direito das mulheres. A mim cheira-me a uma outra coisa, e devo devo dizer que não me cheira muito bem!

Reparem que isto distingue claramente homens de mulheres, como se dissessem que as mulheres são mais fracas à partida, do que eu discordo, e que por isso se deve facilitar um pouco, criando um determinado número de vagas. É assim, a lei até pode ter sido criada com uma boa intenção, mas a mim soa-me a machismo! Descriminação positiva, mas ainda assim, descriminação!

Olhemos agora para a actualidade: é uma mulher que governa a Alemanha, há uma candidata a governar Portugal, e nos EUA quase foi uma mulher. Parece-me que neste momento, a lei está um pouco desenquadrada. Neste momento se não há mais mulheres na política, também se deve ao facto de só agora se começarem a interessar mais, e a ter as portas mais abertas.

Acho que o acto mais nobre que poderiam tomar era deixar de distinguir homens de mulheres, deixar de olhar para as aparências e para o nome, e olharem mais para o valor intrínseco das pessoas enquanto governantes.

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