quarta-feira, 25 de agosto de 2010

não sei o que escrevo, porque escrevo. por vezes torno-me ridículo, mas creio que essa é a nova forma de ser original e incrível


não creio que seja de propósito mas realmente sucede. não sei que fazer. as pessoas perdem-se um bocado. é bom sinal. há espaço. e podemos sempre ocupar esse espaço. sem limitações. ou talvez com elas. mas apeteceu-me escrever aquilo. a liberdade é interessante e coiso. lá estou eu ridículo outra vez mas não é de propósito. juro pelo menos um milhão de vezes. dói-me os rins, ou a bexiga. ontem aguentei a urina muito tempo. estou a ouvir música mas devia estar a dormir. passo mais de dez minutos por dia no computador. já não sei tocar guitarra, nem tenho com quem o fazer. as paredes são todas brancas com a excepção das solitárias marcas de fita-cola, os pretensiosos riscos de lápis e os numerosos vestígios mortais, ou nem por isso, de insectos voadores, a maior parte dele com o interessante hábito de voar junto aos nossos ouvidos provocando um barulho irritante para depois pousarem na nossa pele e nos sugarem o sangue. sugar é açúcar, mas tenho quase a certeza que esses insectos não sabem isso. se soubessem arranjariam uma palavra mais adequada e original. raios parta a história. era queimar tudo e começar tudo de novo. assim tenho de ser ridículo porque me vendo à doce ambição de ser original (petulante criança sou ao julgar que tal patamar me é devido ou dado sem pelo menos deixar de ser eu). não tenho de ser original. mas gostava de ser incrível. agora estou só a ser ridículo a brincar com palavras do título para terminar mais ou menos bem, depois de uma porcaria de um texto que para além de mal escrito não diz nada. podia ambicionar algo mais, mas nem sei porque é que escrevi isto agora e, por isso, não me interessa, se bem que ambicionava que amanhã fosse um dia, já que hoje foi muito aborrecido porque muitas coisas más aconteceram entre elas sei lá e outras.

moral da história: eu sei que digo muito lixo inútil mas enfim. é o que sabe melhor.

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