segunda-feira, 5 de julho de 2010

boas intenções


Untitled, Robert Williams

Peço desculpa se é forçado, banal ou ridículo. Por vezes a existência é assim. Sucede. Por outras, acontece. Talvez o Arestídes Sousa Mendes quisesse tornar-se um herói, talvez isso tenha sucedido naturalmente. Independentemente disso, ele tornou-se um herói, e mereceu-o. Boas intenções há muitas, e valem o que valem, mas o que realmente importa são as acções.

Eu sou um tipo de boas intenções que acaba por não fazer nada, ou fazer porcaria. Sou eu, e muita gente. Esse tipo de gente, ou gentalha, é absolutamente dispensável para a Humanidade, absolutamente inútil. Na Terra de que valem as suas acções, se estas não existem? É por isso irrelevante a existência de tais seres. Sou irrelevante, um mero pedaço de pó, que por entre o nada, pouco mais será que um ácaro, por muito mais que aspire a alcançar.

Gosto de pensar que as boas intenções valem sobretudo para os seres inúteis se desculparem. Eu desculpo-me com elas muitas vezes, e sempre com boa intenção: a de acalmar meu espírito, para finalmente poder fazer alguma coisa... Não creio que valho uma chaveta, mas acho que sou, mais ou menos, não poderei especificar, boa pessoa.

3 comentários:

hoppipolla disse...

Não, Jota, és um Miserável :)

hoppipolla disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
arrssousa. disse...

respondendo ao teu comentário:

Assim o farei, então. Mas do que ouvi de cosmo jarvis, não me pareceu nada por aí além!