quarta-feira, 24 de junho de 2009

O Divórcio do Homem



Pergunto-me quem terá sido o responsável pelo divórcio do Homem com a Natureza? Quem terá sido esse homem, instituição ou conjunto de homens, que separou o Homem da Natureza, e da sua beleza? Refiro-me ao homem ou homens, responsáveis pela criação das cidades tal como estão concebidas. Não me refiro a todas, porque há certamente aquelas em que a civilização e a restante vida permanecem de mãos dadas. Refiro-me em especial a essas grandes cidades dos arranha-céus que mancham a vista.
Tenho medo que todas essas vilas, como é a minha, ou mesmo cidades em que se pode viver em harmonia com a Natureza e com os benefícios da civilização desapareçam com o passar dos anos. Tenho medo que esses espaços totalmente desprovidos do Homem desapareçam, e que o ser humano domine e maltrate de uma forma ainda mais não natural todo o planeta. Tenho medo que o mundo se perca, assim como os seus refúgios.



Por vezes penso que o ser humano está em guerra com o próprio planeta, e que se quer afirmar superior à própria vida. Que é um ser invejoso, bem sei, mas por vezes parece-me que não é só isso! O ser humano acha-se superior a qualquer outra forma de vida. Acha-se mais importante e no direito de fazer as escolhas que muito bem entender sobre os restantes animais. A política de escravização de animais que existe é horrível! Não que eu seja contra as pessoas terem animais de estimação, mas simplesmente acho que estes não podem ser comprados, como se fossem um qualquer bicho desprovido de alma, numa montra.
A minha avó tem uma gata (mais três gatinhos) e um cão, isto fora os animais destinados à alimentação. Confesso que o cão está acorrentado, e que foi comprado, e que muito provavelmente se o soltassem ele fugiria, mas a gata está lá por vontade própria. Apareceu por lá uma vez e deixou-se ficar. Custa-me também um pouco que tratemos os animais para alimentação tal como os tratamos, mas aí já se trata de uma outra questão, uma questão de sobrevivência, e não de comodidade.


Não tenciono com isto que abandonemos os nossos cães. Gostava apenas que as nossas mentalidades mudassem um pouco. Os cães não sobreviveriam sem o ser humano, mas não é por isso que nos devemos achar seus donos.

Comecei por dizer que o ser humano é um ser egoísta, egocêntrico e vaidoso, e penso que, com este exemplo consegui prová-lo. Não tem a ver com o que o ser humano faz (neste caso) mas sim, da forma como o faz. Vender um animal como se fosse um brinquedo ou um objecto, expositando-o numa montra, é algo que a mim me faz imensa confusão.

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