sábado, 1 de maio de 2010

só os vegetarianos são puros e nobres


Dawn, de Irwin Romain Jules Arthur @ Flickr


há já 5 horas, mas como se muitas mais. fogo, calor, no silêncio das palavras.
-olá paixão!
-amo-te coração!
não parece discurso de podridão?
não é discurso é paixão.
-pareces-me bela
-pareces-me céu
e tudo enorme, tu forte, tu podre, tudo carne.
-amor!
não amor aqui... é só fogo, carne, podre, paixão, coração, sangue, suor, sémen, saliva, talvez outros fluidos, é tudo. tudo. tudo. mas não amor. não... esse lá fora na rua, ao frio. porque amor frio.
-nada interessa!
julgo amar-te
-só o agora!
para sempre
-talvez este momento viva para sempre!
mas não se apaga todo o fogo?
silêncio
paixão
e outras coisas metidas ao barulho, enganados. metidas ao silêncio. olhar longe, e toda a carne em mim fogo.
e tudo cinzas, tudo achas, tudo podre, tudo carne que apodrece com as moscas, vermes e abutres. tudo paixão. amor não

9 comentários:

kiko disse...

Tá bom o post...não conhecia o Fábrica de Letras, achei interessante...talvez participe um dia destes...

cumps

Gingerbread Girl disse...

The ultimate paixão carnal.


P

johnny disse...

Miserável texto :)

jp, le miserable disse...

:) obrigado...

Lala disse...

Genial! Bela participação!

jp, le miserable disse...

obrigado Lala! :)

meldevespas disse...

"tudo paixão, amor não"
;DD

Helga disse...

A paixão tem tantas formas, que o desprezo pode ser uma delas...

:)

Natália Augusto disse...

A paixão é cega: chega, consuma-se e desvanece-se. É sobretudo efémera. Muito. E dolorosa quando termina.

:(