quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O Sacana do Duende


Nem sei se vivo. Talvez não eu, talvez um pequeno duende dentro de mim. Talvez eu não pessoa, só uma realidade alternativa cujas vontades e sentidos são controlados por outros. Talvez o pequeno duende (será verde? só imagino duendes verdes... ou vestidos de verde?) seja maldoso e goste de ver um ser enorme como eu, sofrer, ser humilhado, diminuído a um pedaço de músculos e ossos. Talvez não se aperceba que esta realidade virtual existe por si só (não sei se realmente existo, é possível, mas quem saberá?) e goste de brincar inocentemente (o duende verde sabe, foi ele que me criou).

Milhares, milhões falaram de vontade, livre arbítrio, etc e tal e volta ao mesmo (o duende verde, silêncio), ou talvez só nove ou dez, não sei. Nem sei se vivo, como posso saber se mais alguém existe? Se calhar nunca ninguém falou de liberdade, é tudo imaginação minha (correcção, do duende) e liberdade um desejo secreto minha (não do duende). Provavelmente não existe liberdade: vivemos segundo um complexo processo de sorte, química e física (o sacana do duende, lá em cima, nos comandos).

E todos os outros? Não livres como nós? (será que vários duendes? ou um só, a controlar todos?).
Tantas dúvidas, e tão inúteis. Continuarei, continuaremos sempre a seguir em frente. (e tu aí em cima, estou de olho em ti!!!)

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